terça-feira, 18 de setembro de 2018

Circuito Estudantil de Poesias celebra a cultura sertaneja em noite de partilha

                                                          por Kátia Rejane - Comunicadora do Caatinga



Na noite desta quinta-feira, 13, aconteceu o encerramento do Circuito Circuito Estudantil de Poesias, na praça Frei Damião, centro de Ouricuri. Foi um momento forte de expressão das manifestações culturais, regado de muitas poesias, forró e saborosos alimentos da agricultura familiar em bases agroecológicas. Além de uma mesa da partilha, onde os participantes puderam ao final do evento degustar alimentos da agricultura familiar. 
A participação das escolas neste momento foi marcante, inclusive com alunos recitando, como é o caso de Domiciano Rodrigues, 17 anos, que já escreve poesias a algum tempo, mas foi durante o circuito de poesias de 2017, que passou a recitar seus versos e hoje acompanha os poetas do circuito em algumas apresentações. Outra participação que emocionou o público presente foi a banda da EREM Fernando Bezerra, com a música autoral Consciência, que traz os impactos causados pela ação humana na natureza, fazendo as pessoas refletir sobre o impacto que o desenvolvimento capitalista causa ao planeta.
Para as famílias agricultoras que levaram seus produtos, a praça para comercialização, foi um momento muito bom, que os motivou a pensar em outros momentos. “Muitas pessoas passaram por aqui e perguntaram quando a gente vem de novo, acho que poderíamos colocar a feira a noite, pelo menos uma vez no mês. É algo a se pensar”, disse o agricultor Marcos, que comercializa na feira agroecológica todos os sábados.  
As poesias trouxeram em seu enredo a valorização da identidade cultural, a importância da agricultura familiar para o território, a importância das bandas de pífanos e das danças tradicionais. O forró, animou jovens, adultos e idosos, com a autenticidade de suas letras e ritmo envolvente que contagia o povo nordestino. “Parabenizo a toda organização e aos nossos artistas, e espero que em um futuro próximo tenhamos mais mulheres recitando no palco”, disse Aryela da Silva Leite, integrante do Fórum de Mulheres do Araripe 
Na avaliação dos poetas organizadores, o evento foi valioso na construção e fortalecimento da cultura popular nordestina, e juntar  recital, forró e feira agroecológica no mesmo espaço, entendendo que o alimento é uma expressão cultural muito forte, foi muito acertado e enriqueceu mais ainda o evento. “ Precisamos fazer isso mais vezes, a agricultura familiar é uma cultura muito bonita, e nossa arte precisa expressar mais isso, precisamos nos unir mais”, disse o poeta Ramirio Nunes.
Durante o evento, também foi lida a carta dos 30 anos do CAATINGA, que traz  uma reflexão sobre a ameaça da volta da sede e fome ao Brasil e em especial ao Semiárido, provocando a reflexão do momento que vivemos e chamando o povo a se manter na luta e resistência na construção da convivência com a região de uma vida digna.
Circuito Estudantil de Poesias – a proposta nasceu, em 2014, no município de Ouricuri, território do Sertão do Araripe de Pernambuco. Foi a partir da preocupação do professor e poeta Juarez Nunes, em ver que jovens estudantes tinham poucas oportunidades de conhecer a literatura de cordel, de ouvir as poesias matutas que contam as histórias e vivencias dos povos do Semiárido, que expressam de forma bonita a sabedoria desses povos, que surgiu a proposta. Outra motivação foi incentivar a juventude a ler mais, assim, o professor convidou poetas e poetisas, como Ramirio Nunes, Elmo Oliveira, Junior Baladeira, Asarias do IBGE, Dilma de Caboclo, e organizaram uma semana de recitais nas escolas da cidade. Nos anos seguintes, a ideia foi se ampliando e, em 2018, o circuito passou em dez escolas do município, no campo e na cidade. 

E nesta quarta edição, conta com o apoio da organização CAATINGA, através do Projeto Jovem Poeta Aprendiz, com apoio do financiado pelo Fundo de Cultura de Pernambuco (Funcultura

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

NOTA DE REPÚDIO

A Articulação do Semiárido de Pernambuco (ASA/PE), formada por diversas organizações e movimentos no estado de Pernambuco, vem por meio desta manifestar seu repúdio ao ato bárbaro e covarde praticado contra Comunidade de Bem Querer de Baixo, no município de Jatobá, no Sertão do Sub médio São Francisco, na manhã desta quinta-feira (13/09). A Polícia Militar (PM) chegou na comunidade com um mandato judicial de despejo e usou de violência contra seus moradores e moradoras, utilizando spray de pimenta, balas de borracha, causando diversos ferimentos nas pessoas da comunidade.

A comunidade de Bem Querer de Baixo foi decretada pela justiça como área dentro das
Terras Indígenas Pankararu, porém o processo de desocupação não previu nenhum planejamento de reassentamento das famílias ou indenizações que gerem condições dignas para quem necessita ser realojado. As famílias relutam em sair de suas casas porque não tem para onde seguirem.

A ASA/PE reafirma e defende o direito de todos os povos às suas terras e territórios,
defende e reafirma seu compromisso com a legalização as terras indígenas e dos povos
tradicionais, devolvendo-as a quem de fato pertence. No entanto, repudiamos todo e
qualquer tipo de violência, especialmente praticada pelo Estado contra as famílias
agricultoras que necessitam de terras para produzir seu sustento e de respeito para
construir com dignidade condições de bem viver. Dessa forma, reforçamos o repúdio às
ações da Polícia Militar do Estado de Pernambuco.

Em tempo reiteramos as autoridades competentes as providencias necessárias para que a comunidade do Bem Querer de Baixo seja atendida às suas necessidades nesse momento e que sejam apuradas as responsabilidades por tal ato de violência.
Pernambuco, 13 de setembro de 2018.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

ASA Pernambuco realiza plenária bimestral em Carpina



Jéssica Freitas, comunicadora popular - ADESSU Baixa Verde
Fotos: Tádzio Estevam (assessor de comunicação da Diaconia) e Jéssica Freitas


A cidade de Carpina, agreste pernambucano, sediou nos dias 05 e 06 de setembro o encontro bimensal da Plenária da ASA Pernambuco, reunindo coordenadores, técnicos e comunicadores populares das organizações: ADESSU Baixa Verde, Agroflor, CAATINGA, Cáritas Diocesana de Pesqueira, Cáritas Nordeste II, Casa da Mulher do Nordeste, CECOR, Centro Nordestino de Medicina Popular, Centro Sabiá, CHAPADA, COOPANEMA, Diaconia, Diocese de Caruaru, FETAPE e NEPS.

Como pontos de pauta, a rede discutiu o olhar das organizações sobre a conjuntura política e as eleições 2018, destacando os desafios do ponto de vista das incertezas sobre candidaturas que apresentam projeto político que defende os trabalhadores e trabalhadoras e a desmotivação dos eleitores em exercer o seu direito ao voto, além de como dialogar sobre o crescente discurso neoconservador que tem sido apresentado por partidos com grande chance de serem eleitos.

Ainda na perspectiva da conjuntura política, a rede discutiu a necessidade de criar estratégias mais incisivas de articulação da sociedade civil, frente as eleições em outubro de 2018. Dessa forma, a rede de comunicadores da ASA Pernambuco lançou propostas para uma mobilização das organizações para uma campanha de estímulo ao censo crítico dos eleitores e eleitoras para o voto consciente.

Nos últimos 15 anos, o povo do semiárido tem vivido e sido testemunha das mudanças sociais e econômicas ocorridas na região e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida de cada um e uma. Em contraponto, o golpe jurídico-parlamentar-midiático trouxe para o semiárido, retrocessos perdas de direitos (Plataforma do Semiárido Pernambucano).
Com o objetivo de pautas os retrocessos e denunciar a volta do país ao mapa da fome, a ASA Brasil montou a Caravana do Semiárido contra a Fome, que levou agricultoras e agricultores, lideranças, técnicos e jornalistas a cruzarem o país em 14 dias, partindo da cidade de Caetés-PE até Curitiba-PR. Durante a plenária foi feita uma avaliação sobre o processo preparatório, a organização e os aprendizados gerados pelas experiências ao longo da caravana.

A ASA Pernambuco reconhece a importância da incidência das organizações em espaços de representação onde é possível encaminhar as pautas da sociedade civil organizada e a promoção de políticas públicas. Além disso, o trabalho em rede também se fortalece a partir das ações promovidas em parceria. A plenária de setembro aconteceu em Carpina para viabilizar a presença das organizações na cerimônia de posse da diretoria da FETAPE (mandato 2018-2023), que após 56 anos, teve eleita a primeira presidente mulher, Cícera Nunes.

A FETAPE é uma entidade sindical que tem como missão representar e defender, mobilizar e organizar os trabalhadores e trabalhadoras rurais de Pernambuco, na perspectiva de um desenvolvimento sustentável e solidário, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no campo e na cidade e para uma sociedade civil justa.

Cícera Nunes é natural de Serra Talhada, sertão do estado, e integra a Federação desde 2010. Exerceu a função de diretora de juventude, de finanças e administração e foi eleita presidente durante o 10º Congresso Estadual dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras familiares.











sexta-feira, 24 de agosto de 2018

IV Circuito Estadual de Poesias tem início em escolas de Ouricuri

                                                 por Catarina de Angola
 Na noite desta segunda-feira (20), foi lançado na Escola Dom Idilio José Soares, em Ouricuri, no Sertão do Araripe de Pernambuco, o IV Circuito Estudantil de Poesias. A iniciativa tem o objetivo de partilhar com crianças e adolescentes a cultura popular nordestina, através da poesia. Todos os anos o circuito homenageia, em vida, um artista ouricuriense. Este ano o homenageado é o sanfoneiro e compositor Vital Barbosa.
O circuito é composto por rodas de poesia nas escolas, onde os poetas recitam e contam histórias das poesias, como elas nasceram e o que é literatura de cordel. “A gente tem como objetivo levar poesia para as escolas ouricurienses, para que essa cultura tão bonita não seja esquecida e para que nelas também possa ser vivenciada. A gente acredita que a escola é um campo muito fecundo para resgatar essa cultura”, explica Juarez Nunes, professor e cordelista, e um dos idealizadores da proposta do circuito de poesias. 
Já nesta terça-feira (21), durante a manhã, o circuito passou pela escola Anísio Coelho e pela Capela São Braz, e segue até dia 30 deste mês, onde acontecerá o encerramento na praça Frei Damião, centro de Ouricuri, com feira de artesanatos, produtos da agricultura familiar e muita poesia e forró. 
Este ano, o circuito estudantil de poesias tem o apoio do CAATINGA, através do projeto poeta jovem aprendiz, financiado pelo Fundo Pernambucano de incentivo à Cultura (Funcultura).

"O CAATINGA, ao longo desses 30 anos, sempre valorizou o saber popular,  os custumes, as crenças e  a cultura do povo do Semiárido. Esse projeto é uma grande oportunidade de valorização e de resgate dessa cultura, pois crianças e jovens que muitas vezes não tem oportunidade de conhecer a música e poesia popular podem conhecer e são incentivadas a produzir", explica Kátia Rejane, da equipe do CAATINGA. 
IV Circuito Estudantil de Poesias
22/08 – Escola Nossa Senhora de Fátima 
23/08 – Escola Pedro Teles/Passagem de Pedras
24/08 – Escola Rural de Ouricuri
24/08 – Escola Telesfóro Siqueira 
27/08 – Escola Santa Rita
28/08 – Escola Galdencio Alves
28/08 – Escola São Sebastião
29/08 – Escola São Vicente
30/08 – Encerramento na Praça Frei Damião

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Educação contextualizada fortalecendo a luta por direitos no Araripe de Pernambuco




 por Catarina de Angola e Kátia Rejane

O Brasil vive um momento de retrocessos de direitos, cortes de políticas e programas sociais, reformas na educação e nas leis trabalhistas que não trazem benefícios à população. Escolas rurais sendo fechadas e a proposta de fortalecimento de uma educação contextualizada cada vez mais ameaçada. Todo esse conjunto de retrocessos tem impactado também na garantia do acesso das pessoas ao alimento. A fome tem mais uma vez voltado a registrar índices alarmantes em todo o país e o Brasil caminha para voltar aos Mapa da Fome, das Nações Unidas (ONU). Outro risco que a população passa, em especial a da região semiárida, é a da sede, já que os recursos para os programas que garantiam o acesso à água de qualidade no Semiárido foram cortados quase que por completo.

É nesse contexto que o CAATINGA realizou no último dia 08 de agosto o “Encontro Territorial Cisternas nas Escolas - Água de Educar”, em Ouricuri, que refletiu sobre essa situação e, em especial, os desmontes na educação. A ação integra a execução do Programa Cisternas nas Escolas, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), realizado na região pelo CAATINGA. O encontro reuniu representantes de escolas e secretarias municipais de educação dos municípios de Parnamirim, Ipubi, Santa Cruz, Granito, Exu, Ouricuri e Trindade, no Sertão do Araripe de Pernambuco, para discutir educação contextualizada.

“O projeto cisterna nas escolas têm fortalecido a ampliação do acesso à água de qualidade nas escolas rurais do Araripe, mas também tem sido um instrumento mobilizador da comunidade escolar na construção de uma educação que incentiva a criatividade, a crítica e a construção de novos conhecimentos”, explica Lana Fernandes, integrante da coordenação do CAATINGA.
O encontro foi também momento de anunciar a iniciativa de escolas que estão construindo os seus planos políticos pedagógicos com a participação da comunidade, escolas que aumentaram suas notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), depois que começaram a trabalhar com educação contextualizada para a convivência com o Semiárido. E denunciar o número de escolas do campo que estão sendo fechadas. “Aqui no Sertão do Araripe contribuímos com esse processo junto a 200 escolas rurais. Entre os resultados, percebemos a comunidade escolar construindo seu Plano Político Pedagógico, comunidades resistindo ao fechamento das escolas, professoras e professores repensando e inovando seu jeito de realização das aulas e pais e mães, cozinheiras e auxiliares envolvidos nos momentos de formação sobre a realidade local, a identidade das pessoas e comunidades, a cultura e o respeito ao meio ambiente”, reforça Lana.

Essa foi também a percepção da professora Jucilene Pereira, que atua em Parnamirim. Para ela, a chegada da cisterna foi importante porque, além da estrutura, outros conhecimentos passaram a serem partilhados. “Todo esse processo contribuiu com a forma de trabalhar contextualizado na sala de aula. Os benefícios que chegam com a cisterna na escola são também de aproximação das famílias no desenvolvimento das atividades. E aprendemos mais a trabalhar as questões do Semiárido, com os encontros, as visitas, percebemos outras formas de trabalhar as aulas. Foi muito gratificante”, conta.

 Para a professora Vera Lúcia, de Exu, a partilha dos conhecimentos com outros educadores e educadoras e os momentos de formação proporcionados pela ação, contribuíram muito. “Vimos na prática o que é educação contextualizada. É como um fio que vai sendo puxado e quando mais puxa o fio do novelo mais se tem a mostrar”, diz.  

No entanto, os desafios estão colocados. Os cortes nos diversos programas para o Semiárido, para a educação do campo e para a agricultura familiar impactam no desenvolvimento e fortalecimento dessas ações, que já tem muitos desafios. “Percebemos que essas experiências necessitam serem fortalecidas e aprofundadas nos municípios, para uma maior incidência nos planos de educações municipais e projetos políticos pedagógicos das escolas”, pontua Lana.

Semeando Vida Digna - Neste ano, o CAATINGA completa 30 anos de atuação na promoção da agricultura familiar, da convivência com o Semiárido e da Agroecologia. Ao longo deste semestre uma série de ações serão realizadas como forma de marcar a data, celebrar com as parcerias, agricultores e agricultoras e com a sociedade, mas também de refletir sobre o atual momento que o país vive e o impacto dessas mudanças na vida das pessoas, seja do campo ou das cidades. Contribuindo para fortalecer as lutas na defesa dos direitos e contra os retrocessos, como a fome e da sede no país.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Feira da agricultura familiar: símbolo de resistência do povo do semiárido

Jéssica Freitas, comunicadora popular ADESSU Baixa Verde




As feiras são um importante espaço de comercialização dos produtos da agricultura familiar. É lugar onde podem ser encontrados legumes, verduras e frutas, mas também produtos de artesanato e alimentos prontos, como arroz com galinha de capoeira. Além disso, é bonito de se ver a troca de experiências entre os feirantes e os consumidores, proporcionada pelas conversas olho no olho.
Em Triunfo, sertão do Pajeú pernambucano, agricultoras e agricultoras familiares, vindos de diversas comunidades rurais do município, oferecem todas as sextas-feiras produtos orgânicos, bolos, doces, comidas regionais, mudas de plantas e artesanato.
A agricultora Veronice Medeiros, da comunidade Fortaleza, leva para sua banca, macaxeira, inhame, jerimum, cenoura, coentro e carne de galinha de capoeira, tudo produzido na sua propriedade. “Infelizmente a gente ainda escuta muitas pessoas dizerem que a feira não tem futuro, mas nós resistimos. Não adianta uma fruta ser enorme e bonita se estiver cheia de veneno. Tudo isso eu colhi hoje mesmo na minha roça, uns alimentos saudáveis e bonitos como esses não tem preço.”, comentou a agricultora.
Embora 70% da alimentação que chega às mesas das pessoas, seja oriunda da agricultura familiar, ainda convivemos com o fato de que o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. As agricultoras e agricultores familiares estão na linha de frente desse confronto, resistindo no dia a dia.
CHEGA DE AGROTÓXICOS!
O Projeto de Lei 6299/02, que se refere ao pacote de mudanças na fiscalização e controle de agrotóxicos no Brasil, ganhou a primeira batalha na Câmara dos Deputados. Por 18 votos a 9, a comissão especial aprovou a proposta, encaminhando-a para votação no plenário da Câmara.
O projeto apresenta uma série de mudanças na atual Lei dos Agrotóxicos e vem gerando polêmica desde o início do ano. Ele alteraria, por exemplo, a nomenclatura “agrotóxico” para “pesticida”, excluiria os ministérios da Saúde e o do Meio Ambiente do processo de análise e registro dos produtos, centralizando as atribuições ao Ministério da Agricultura, liberaria licenças temporárias e também mudaria a análise atual dos agrotóxicos, proibindo apenas as substâncias que apresentem “risco inaceitável”. (Fonte:huffpostbrasil).