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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Feira da agricultura familiar: símbolo de resistência do povo do semiárido

Jéssica Freitas, comunicadora popular ADESSU Baixa Verde




As feiras são um importante espaço de comercialização dos produtos da agricultura familiar. É lugar onde podem ser encontrados legumes, verduras e frutas, mas também produtos de artesanato e alimentos prontos, como arroz com galinha de capoeira. Além disso, é bonito de se ver a troca de experiências entre os feirantes e os consumidores, proporcionada pelas conversas olho no olho.
Em Triunfo, sertão do Pajeú pernambucano, agricultoras e agricultoras familiares, vindos de diversas comunidades rurais do município, oferecem todas as sextas-feiras produtos orgânicos, bolos, doces, comidas regionais, mudas de plantas e artesanato.
A agricultora Veronice Medeiros, da comunidade Fortaleza, leva para sua banca, macaxeira, inhame, jerimum, cenoura, coentro e carne de galinha de capoeira, tudo produzido na sua propriedade. “Infelizmente a gente ainda escuta muitas pessoas dizerem que a feira não tem futuro, mas nós resistimos. Não adianta uma fruta ser enorme e bonita se estiver cheia de veneno. Tudo isso eu colhi hoje mesmo na minha roça, uns alimentos saudáveis e bonitos como esses não tem preço.”, comentou a agricultora.
Embora 70% da alimentação que chega às mesas das pessoas, seja oriunda da agricultura familiar, ainda convivemos com o fato de que o Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. As agricultoras e agricultores familiares estão na linha de frente desse confronto, resistindo no dia a dia.
CHEGA DE AGROTÓXICOS!
O Projeto de Lei 6299/02, que se refere ao pacote de mudanças na fiscalização e controle de agrotóxicos no Brasil, ganhou a primeira batalha na Câmara dos Deputados. Por 18 votos a 9, a comissão especial aprovou a proposta, encaminhando-a para votação no plenário da Câmara.
O projeto apresenta uma série de mudanças na atual Lei dos Agrotóxicos e vem gerando polêmica desde o início do ano. Ele alteraria, por exemplo, a nomenclatura “agrotóxico” para “pesticida”, excluiria os ministérios da Saúde e o do Meio Ambiente do processo de análise e registro dos produtos, centralizando as atribuições ao Ministério da Agricultura, liberaria licenças temporárias e também mudaria a análise atual dos agrotóxicos, proibindo apenas as substâncias que apresentem “risco inaceitável”. (Fonte:huffpostbrasil).



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Agricultoras e agricultores vivenciam a experiência da troca de saberes para comemorar o dia da árvore

Jéssica Freitas, comunicadora popular - ADESSU Baixa Verde


O dia da árvore é comemorado em todo Brasil no dia 21 de setembro, essa data é dedicada a tomada de iniciativas sobre o uso consciente dos recursos naturais e o incentivo as práticas agroecológicas. No território do Pajeú pernambucano, agricultoras e agricultores que integram associações, cooperativas e a feira agroecológica participaram de um intercâmbio de experiências nesse domingo (24), para firmar seu compromisso com a preservação do meio ambiente.

Promovida pelas agricultoras e agricultores da Feira Agroecológica de Serra Talhada – FAST, em parceria com a ADESSU Baixa Verde, COOPCAFA, CECOR e Centro Sabiá, o intercâmbio  aconteceu na comunidade Carro Quebrado, município de Triunfo. Os agricultores Maria do Carmo e José Milton receberam visitantes vindos das organizações e das comunidades rurais de Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada, para uma conversa e uma caminhada pela sua área de produção.

O quintal produtivo da família é um exemplo a ser seguido quando se fala em diversidade. São muitas culturas cultivadas, entre fruteiras, hortaliças, nativas, ornamentais e medicinais. Além do sistema produtivo, também foi visitada a unidade de beneficiamento de polpas de frutas da comunidade, mantida por uma cooperativa dos moradores e que tem gerado renda para agricultoras e agricultores através do beneficiamento de frutas da região, como o umbu e a goiaba.

A agricultora e coordenadora da Feira Agroecológica de Serra Talhada - FAST, Silvoluzia Mendes fez a sua avaliação sobre a atividade. “Foi um dia muito produtivo, as famílias levaram seus filhos para comemorar esse dia. Tivemos atividades com as crianças e com os adultos e conhecemos também a Unidade de beneficiamento e eu achei as mulheres muito bem desenvolvidas e guerreiras. Todo mundo gostou e foi nossa atividade avaliada como muito positiva”.


Durante a visita, as crianças presentes participaram de atividades recreativas e também formativas sobre a temática da preservação ambiental. A educadora de campo da ADESSU, Kátia Viana, demonstrou através de uma formação lúdica, os benefícios que as árvores nos proporcionam e refletiu sobre a necessidade de conscientizar as cidadãs e cidadãos desde a infância. 







segunda-feira, 31 de julho de 2017

3º Dia de Campo: Atitudes simples mudam o mundo, faça você também

Jéssica Freitas - comunicadora popular ADESSU Baixa Verde



No último domingo, 30/07, foi realizado na comunidade Santa Rosa, no município de Triunfo-PE, o 3º Dia de campo da Agricultura Familiar – Dia C do cooperativismo, com o tema “Atitudes simples mudam o mundo, faça você também”. O evento contou com mais de 100 participantes, entre agricultoras e agricultores cooperados, famílias de comunidades vizinhas, crianças, adolescentes e jovens.

O Dia de Campo foi realizado pela Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar Orgânica Agroecológica (COOPCAFA), com o apoio da ADESSU Baixa Verde, SESCOOP-PE, Sistema OCB-PE, UFRPE, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Triunfo, CONDESTRI, Centro Sabiá e KNH Alemanha. 

Para a presidente da COOPCAFA, Nadjanécia dos Santos, o evento superou as expectativas. “O evento aconteceu graças a nossas parcerias, que deram apoio desde o inicio. Era uma grande expectativa nossa e da OCB e vimos que todo nosso esforço valeu a pena. As oficinas foram riquíssimas e os participantes saíram com muito mais conhecimento”, relatou.  

O “Dia C” é uma data festiva para as cooperadas e cooperados, que buscam compartilhar experiências e discutir sobre formas de como melhorar a produção das agricultoras e agricultores. Todo o público se dividiu em cinco grupos temáticos durante toda a manhã. Em seguida, foi realizada a socialização do que havia sido trabalhada em cada oficina.

Oficina 01:
Viveiro de Mudas: Sementes, saco, misturas, enxertia, espaçamento, plantas adequadas, manejo e produtividade. 
Responsáveis: Técnicos da ATER – Paulo e Cícera Maria

Oficinas 02:
Boas Práticas de Manipulação de Alimentos
Responsável: Professora Ellen Viégas (UFRPE)

Oficinas 03: 
Defensivos Naturais: Controles de pragas e doenças através de receitas não química e barata preservando a saúde das pessoas e do meio ambiente. 
Responsável: Sandra Rejane (Centro Sabiá)

Oficinas 04:
Cooperativismo: A importância da COOPCAFA para a geração de renda (papel da COOPCAFA e seus cooperados)
Responsável: Edmilson Soares (COOPCAFA)  

Oficina 05:
Crianças: solidariedade como o ser humano e a natureza. 
Responsáveis: Educadoras Juliana Quinto e Kátia Viana (KNH) 

A jovem Rafaela Marques, que mora na comunidade Santa Rosa, participou da oficina sobre 'Boas Práticas de Manipulação de Alimentos'. Para ela foi de grande importância conhecer formas eficientes e também muito simples de cuidar dos alimentos, além de conhecer alternativas de gerar renda a partir da comercialização de frutas que muitas vezes encontra ao redor de sua casa.







sábado, 8 de julho de 2017

Oficina sobre comunicação e plenária estadual pautam estratégias de fortalecimento das ações da rede ASA

Núcleo de comunicação da ASA Pernambuco

Oficina sobre comunicação
A comunicação fez e faz parte do processo em defesa do semiárido e, pensando nisso, foi realizada na última terça-feira (04), na cidade de Triunfo, Pernambuco, uma oficina sobre comunicação reunindo comunicadores e comunicadoras populares, além de dirigentes das organizações que compõem a rede ASA-PE. O encontro teve como objetivo pautar a comunicação como direito humano e promover o devido reconhecimento dela diante da trajetória de conquistas de direitos do povo do Semiárido. Durante a roda de diálogos, os presentes fizeram um repasse dos encaminhamentos do Encontro Nacional de Comunicação (Jaboatão dos Guararapes, 02 a 04 de junho), além de definirem a agenda de ações prioritárias para o segundo semestre de 2017, visando o comprometimento das organizações em viabilizar a participação dos comunicadores e comunicadoras, por entender o seu real papel político na rede.

Plenária da ASA-PE

Nos outros dias do encontro, dirigentes das demais organizações, comunicadores populares e educadores das organizações sociais que compõem ASA-PE, se somaram ao grupo para a realização da plenária bimestral para pautar demandas estaduais.

No primeiro dia, deu-se início a um debate sobre o tema água como direito humano. A diretora da Associação Águas do Nordeste – ANE, Edineida Cavalcante, apresentou estudo que pautava políticas públicas de acesso à água, além da qualidade desse bem comum.

Ainda munidos das discussões geradas durante a oficina sobre comunicação, realizada no dia anterior, as organizações também firmaram acordos em torno da comunicação como direito e como fator determinante para o fortalecimento da rede e de suas ações de luta por direitos.

Plenária da ASA-PE
O segundo dia da plenária foi dedicado a discussões sobre Rede de Sementes do Semiárido, pautando a necessidade de comunicar a defesa das sementes crioulas contra os grãos transgênicos. Em preparação para o Encontro Estadual de Sementes, a plenária lançou sugestões para programação do evento, além de serem compostas comissões de metodologia, infraestrutura e comunicação. Na oportunidade, as sementes crioulas de Pernambuco, foram batizadas de “Sementes da Partilha”.

Agricultores e agricultoras de todo o estado desenvolvem em suas propriedades, produtos do beneficiamento de alimentos como frutas, leite e mel, que representam uma alternativa de geração de renda e fortalecimento do quintal produtivo. A temática das agroindústrias familiares e comunitárias, que estão enfrentando entraves nas adequações às normas estabelecidas pela vigilância sanitária e outros órgãos de Inspeção Estadual também foi discutida. Nessa perspectiva, foi aberto um debate sobre a inspeção sanitária rígida e a falta de apoio aos agricultores e agricultoras, buscando caminho de diálogo com os órgãos do governo. Foi convidada à Plenária a diretora presidente da Agência de Defesa e Fiscalização de Pernambuco - ADAGRO, Erivânia Camelo. 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ASA Pernambuco realiza 1ª Plenária de 2017 em Triunfo


                                                        Por Jéssica Freitas - Comunicadora da ADESSU Baixa Verde



Nos dias 01 e 02 de fevereiro, representações das 18 organizações sociais que compõem a ASA Pernambuco se reuniram na Sede da ADESSU Baixa Verde em Triunfo, Sertão do Pajeú, para a Primeira Plenária de 2017. As Plenárias acontecem a cada dois meses.

Durante a manhã do primeiro dia, o assunto em destaque foi o Projeto de Reforma da Previdência, apresentado pelo Governo Federal e que evidência o retrocesso na conquista de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Se aprovado, o projeto determina que a idade mínima para se aposentar será de 65 anos, com pelo menos 25 anos de contribuição à Previdência. Na prática, para receber 100% do valor, o trabalhador precisará contribuir por 49 anos, mesmo que tenha atingido os 65 de idade.

Antonio Filho esclarece dúvidas sobre a proposta de Reforma
da Previdência
O assessor jurídico da FETAPE, Antonio Filho, apresentou informações esclarecedoras para membros das organizações, para que munidos desses conhecimentos, eles possam levar a discussão sobre o projeto de lei para os agricultores e agricultoras nos diversos espaços de formação. VEJA VÍDEO

Ainda no primeiro dia, a Plenária iniciou um debate sobre a representação da ASA em espaços estratégicos de mobilização e reivindicação de direitos da sociedade civil. Ocupar cadeiras e ter voz em espaços como os conselhos, é essencial para estabelecer um diálogo com o poder público.

Partindo dessa linha, as organizações fizeram um olhar sobre cada um dos territórios, com o objetivo de levantar aspectos preocupantes como a redução do abastecimento por meio de Carros Pipa, a escassez de sementes crioulas e algumas plantas da caatinga e a seca que já se prolonga por 6 anos da região. Esse levantamento foi feito para gerar uma sistematização que seria apresentada em Recife, durante reunião do Comitê da Estiagem, no dia 02/02.

O segundo dia foi dedicado ao planejamento das ações da ASA Pernambuco para o ano de 2017. Considerando ações efetivas para dar visibilidade as temáticas da rede. Novamente a campanha contra a Reforma da Previdência foi eleita como umas das prioridades nas ações além da intensificação das estratégias de comunicação.

Atualmente, compõem a ASA-PE as organizações: ADESSU Baixa Verde, Agroflor, Caatinga, Cáritas Regional NE 2, Casa da Mulher do Nordeste, CECOR, Centro Sabiá, Chapada, Coopagel, Diaconia, Diocese de Caruaru, Diocese de Pesqueira, FETAPE, MMTR – NE, Pólo Sindical Submédio São Francisco, Serta, NEPS.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Oficina avalia as atividades e implementações do P1+2 em Pernambuco

Por Sara Brito – Comunicadora Popular da ASA/Centro Sabiá

Encontro avaliou qualidade das ações
e implementações do projeto
O conjunto de organizações que compõem a ASA Pernambuco esteve reunido durante os dias 25 e 27 de maio, em Triunfo, para discutir os desafios e as possibilidades do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) na potencialização do Semiárido como maior produtor de alimentos saudáveis do Brasil. Na Oficina sobre Convivência com o Semiárido para a Equipe Técnica: Avaliação das Atividades e Qualidade das Implementações estiveram presentes cerca de 60 técnicos e técnicas de campo, além de comunicadoras e representantes da AP1MC. Encontros para avaliação das implementações estão sendo realizados em todos os estados que executam o P1+2 no Semiárido brasileiro.

Uma linha do tempo da ASA no estado de Pernambuco foi construída coletivamente, com os fatos marcantes da década de 80 até os dias de hoje. Essa caminhada ajudou na reflexão sobre os desafios encontrados e avanços alcançados durante o percurso da rede. 

Para o acompanhamento das informações sobre o P1+2 no Estado, a AP1MC apresentou o software Pentaho, que poderá ser usado pelas próprias organizações para consultar dados sobre as implementações e as famílias beneficiadas. Porcentagens de dados como escolaridade, raça, gênero, organização comunitária, quantidade de membros na família e tempo de moradia na terra poderão ser consultados pela AP1MC e pelas próprias organizações que executam o programa, que poderão ter um panorama concreto das suas ações. “Conseguimos sistematizar nossas próprias informações e práticas, e isso é muito importante para nos avaliarmos enquanto rede. E é importante também para as organizações avaliarem e pensarem suas próprias ações”, afirma Nara Pinilla, assessora técnica do P1+2. 

Técnicos e técnicas aproveitaram para
trocar de conhecimentos, desafios e anseios
A análise do P1+2 foi dividida em quatro eixos: Metodologia das ações; Qualidade das Implementações, Formato de planejamento e monitoramento das atividades; e Produção de Alimentos das Famílias. Sobre todos eles foram apresentados desafios, propostas e encaminhamentos concretos. 

Marcos Lins, técnico da Fetape que também estava participando do encontro, destaca a importância do evento no nivelamento das informações e na troca de conhecimentos entre as regiões presentes. “Um momento como hoje, um evento para a equipe técnica consegue trazer uma visão mais qualificada, avaliando o que foi executado e propondo medidas ou estratégias para ir além. Acredito que isso faz com que a equipe técnica possa se unificar numa missão que tenha a cisterna não como fim, mas como meio de conseguir uma região mais forte, mais digna e mais justa para as famílias do Semiárido”, reflete ele. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Encontro discute Cisterna nas Escolas e formação dos professores e professoras


Por Eduardo Amorim e Sara Brito - Núcleo de Comunicação do Centro Sabiá


Crianças da Escola José Faustino, em Caruaru - PE
Nesta sexta-feira, em Triunfo, tem início um encontro que vai reunir cerca de 30 representantes das cinco instituições (NEPS, CEEDAP, Agroflor, Caatinga e Sabiá) que desenvolvem o projeto Cisterna nas Escolas em Pernambuco, para que de forma coletiva e por meio da troca dos saberes, se possa criar os módulos  para a formação dos\as educadores\as em educação contextualizada no Semiárido.


Através deste projeto serão construídas 5.000 cisternas escolares de 52 mil litros nos nove estados da região Nordeste, com a finalidade de armazenar água da chuva que será utilizada para consumo humano e preparação de alimentos. O Cisterna nas Escolas é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), realizado em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e deve permitir o abastecimento de água própria para consumo em mais de 50% das escolas públicas sem ligação à rede de abastecimento da área rural da região. Em Pernambuco, cada uma das cinco instituições parceiras ficará responsável por 83 escolas, totalizando 415.


Em um contexto de seca tão forte, o Cisterna nas Escolas traz a oportunidade para balançarmos a educação do campo no Estado. A atividade terá como foco a elaboração da formação dos\as professores\as em educação contextualizada no Semiárido, no âmbito do projeto Cisterna nas Escolas.


Coordenadora técnico pedagógica do Centro Sabiá, Maria Cristina Aureliano, explica que nesse projeto, além da construção das cisternas e da participação das comunidades, tem também um importante processo de formação dos professores e professoras das escolas rurais para estarem trabalhando a questão educação contextualizada no Semiárido, ou seja trazerem a situação da caatinga, da água e levar essa temática do campo social e ambiental para dentro das escolas.



"A ideia é construir uma proposta de conteúdo e metodólógica", explica a coordenadora pedagógica do Centro Sabiá, na expectativa de afinar um entendimento coletivo, que vá durar todo o período de realização do Cisterna nas Escolas e ultrapasse os limites das organizações, para incidir nas escolas, mas também nas gestões públicas e na vida das pessoas que serão beneficiadas pela implantação dos equipamentos.



Foto: Alex Carvalho

terça-feira, 31 de maio de 2011

Semiárido de Pernambuco comemora Semana do Meio Ambiente

por Catarina de Angola, Méle Dornelas e Mariana Landim

O Dia Mundial do Meio Ambiente será comemorado no próximo domingo, dia 05 de junho,e as organizações que compõem a Articulação no Semiárido Pernambucano (ASA-PE) realizam, a partir desta terça-feira, dia 31, diversas atividades em comemoração a data. A programação segue até o próximo dia 11 de junho, com atos públicos, seminários, encontros em escolas, intercâmbios, cursos, feiras agroecológicas e exibição de vídeos.

No Sertão do Pajeú, acontece a 9ª SEMEIA, com o objetivo de levantar o debate sobre as questões ambientais na região. Nesta quarta-feira (01/06), a campanha O que você consome é essencial para sua vida? Mulheres organizadas por uma nova forma de consumo, promovida pela Casa da Mulher do Nordeste, discutirá a importância do consumo consciente em escolas da região. Ainda no Sertão do Pajeú, também serão realizados os seminários Desertificação no Semiárido e Alternativas Tecnológicas para o Aquecimento Global e Seminário sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Outra atividade que integra a 9ª SEMEIA é a comemoração do aniversário da Feira Agroecológica de Serra Talhada. A festividade reunirá agricultores/as familiares, consumidores, além de representantes de organizações de assessoria e parceiros da feira. A SEMEIA é uma realização da Diaconia, Casa da Mulher do Nordeste, Cecor, Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), Sindicatos Rurais e Escolas.
Ainda na região, a organização Centro Sabiá irá realizar atividades de educação ambiental nas escolas do município de Triunfo. A população local também participará de uma mostra de vídeos ambientais e de um ato público, que será realizado nesta sexta, dia 03 de junho. As atividades também reforçarão a campanha Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor, que objetiva plantar 1 milhão de árvores em Pernambuco.

No Sertão do Araripe, a organização Caatinga e seus diversos parceiros realizarão o seminário “A Caatinga, você cuida ou destrói”, que tem o objetivo de alertar a sociedade local para a questão do desmatamento do bioma Caatinga. No Araripe também será discutido sobre as mudanças climáticas.  No dia 09 de junho, a organização Chapada realizará o seminário Mudanças Climáticas: Desafios para Agricultura Familiar.
Já na região do Agreste Central do estado, acontecerá a 16ª Caminhada Ecológica, com o tema “Planeta Terra, Nossa Casa, Nossa Vida!” O evento é uma realização da Associação Comitê de Ecologia e Meio Ambiente de Bezerros e conta com a parceria do Centro Sabiá. O evento também faz parte do calendário de atividades da campanha Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor.

E no Agreste Meridional, as paróquias locais de Pesqueira e a Cáritas Diocesana, em conjunto às demais entidades, realizarão um ato Público na cidade. A coleta seletiva do lixo, a não poluição do ar, a limpeza da cidade, a questão do saneamento básico e a preservação do verde serão alguns dos pontos abordados. Uma caminhada será feita tendo como origem as diversas paróquias de Pesqueira e terão como ponto final a Praça da Rosa. Consolidar e fortalecer o sentimento responsável do cidadão com o meio ambiente e cobrar atitudes para essas melhorias prometem fechar bem o dia 5 de junho.


Confira a programação completa da ASA Pernambuco para as comemorações da Semana do Meio Ambiente 2011:

Seminário A Caatinga, você cuida ou destróiLocal: Clube dos 100, em Afogados da Ingazeira
Realização: Diaconia/AASP/PDHC/Casa da Mulher/CECOR/STR de Afogados da Ingazeira
31 de Maio a 03 de Junho

Educação Ambiental nas Escolas de Triunfo Local: Escolas públicas do município e zona ruralRealização: Centro Sabiá, Escolas e Secretaria Municipal de Educação

01 de Junho
Intercâmbio sobre o Manejo da Caatinga
Local: Clube dos 100, em Afogados da Ingazeira
Realização: Diaconia / AASP/PDHC/Casa da Mulher/CECOR/STR de Afogados da Ingazeira

Divulgação da campanha Consumo Consciente e Solidário
Local: Escola do Saco do Romão em Flores
Realização: Casa da Mulher do Nordeste

Reunião com gestores públicos de Bezerros Realização: Centro Sabiá e Associação Comitê de Ecologia e Meio Ambiente
Local: AFAB – Bezerros, a partir das 9h


01 a 03 de Junho
Mostra de vídeo: agroecologia, juventude, convivência com o Semiárido, perigo dos agrotóxicos
Local: Cine-Theatro Guarany, Centro de Triunfo
Realização: Centro Sabiá, SESC Triunfo; Fundarpe; Escolas Municipais

02 de Junho

Seminário Desertificação no Semiárido e Alternativas Tecnológicas para o Aquecimento Global
Local: Afogados da Ingazeira
Realização: Casa da Mulher do Nordeste

Seminário sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)
Local: Sede do Cecor, Rua Comandante Superior, em Serra Talhada
Realização: Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor)


03 de Junho
Divulgação da campanha Consumo consciente e solidário.
Local: Colégio Normal Estadual, em Afogados da Ingazeira
Realização: Casa da Mulher do Nordeste


Concurso de Desenho sobre preservação do Meio Ambiente
Local: Escola Marluce Santiago, em Afogados da Ingzeira, às 14h.
Realização: Casa da Mulher do Nordeste


Concurso de poesias nas escolas de BezerrosLocal: Praça São Sebastião – Bezerros, às 9h
Realização: Centro Sabiá e Associação Comitê de Ecologia e Meio Ambiente
 

Ato público de comemoração a Semana do Meio Ambiente
Local: Margens do lago João Barbosa, Triunfo, 16h
Realização: Centro Sabiá, SESC TRIUNFO, Fundarpe, Adessu, STR Triunfo, Igrejas, Lar Santa Elizabeth, Lar 101, Prefeitura de Triunfo, Escolas, Jufra, CDL e Comdestri


04 de Junho
Comemoração Ambiental em Feira Agroecológica
Local: Feira Agroecológica de Afogados da Ingazeira
realização: Diaconia/PDHC/STR/Casa da Mulher do Nordeste e AASP


Seminário sobre Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional
Local: Salão Paroquial da Igreja São Sebastião, Ouricuri, das 8h as 12h
Realização: Caatinga, Igreja Católica, MPA, IF-Sertão e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ouricuri (STR-O)


05 de Junho
Educação ambiental com crianças e mulheresLocal: Conjunto Habitacional Miguel Arraes, em Afogados da Ingazeira
Realização: Casa da Mulher do Nordeste


Ato Público retratará a questão ambiental em Pesqueira

Local: Praça da Rosa, 16h, em Pesqueira
Realização: Cáritas Diocesana de Pesqueira, Associação PODE, Catedral de Santa Águeda (Lux et vita), Convento dos Franciscanos, Paróquia de Cristo Rei e Comunidade Nossa Senhora do Carmo.


06 de Junho
16ª Caminhada ecológica de Bezerros (Planeta Terra, Nossa Casa, Nossa Vida!)
Local: Praça São Sebastião – Bezerros, as 8h
Realização: Associação Comitê de Ecologia e Meio Ambiente  e Centro Sabiá

08 de Junho

Seminário SER Meio Ambiente e água
Local: Colégio Normal de Afogados da Ingazeira
Realização: Diaconia e Igrejas


09 de Junho
Aniversário da feira agroecológica de Serra Talhada
Local: Serra Talhada – PE
Realização: CECOR e organizações Parceiras


Seminário sobre Mudanças Climáticas: Desafios para Agricultura Familiar
local: Centro Tecnológico do Araripe, Araripina-PE.
Realização: Chapada, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Araripina e PDHC


11 de JunhoAniversário da feira agroecológica de Serra Talhada
Local: Serra Talhada – PE
Realização: CECOR e organizações Parceiras

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sertão do Pajeú discute Educação Ambiental


por Catarina de Angola, Centro Sabiá

O Sertão do Pajeú de Pernambuco recebe nesta sexta-feira, dia 29, o II Seminário Territorial -Compartilhar Vivências e Aprendizados em Educação Ambiental, a partir das 9h, na cidade de Triunfo. Com o objetivo de compartilhar as experiências realizadas pelas escolas envolvidas no Projeto Referencial de Educação Ambiental, que formou neste ano, 25 professores e 450 alunos de nove escolas de comunidades rurais da região. O projeto é realizado pelo Centro Sabiá em escolas de sete municípios da região, apoiado pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC).

Na atividade, serão apresentados e debatidos os resultados construídos a partir da iniciativa do projeto, na perspectiva de que influenciem políticas públicas territoriais e municipais para a Educação Ambiental, com foco na zona rural da região semiárida. Serão apresentadas em um carrossel de experiências as iniciativas realizadas pelas escolas nas comunidades, como criação de hortas, agroflorestas, coleta seletiva, entre outras. São esperadas cerca de 100 pessoas entre professores/as de escolas rurais, gestores municipais, estudantes, agricultores e agricultoras e organizações da sociedade civil.

Projeto – Este é o segundo ano de realização do Projeto Referencial de Educação Ambiental em Escolas do Sertão do Pajeú, que tem objeto de implementar uma proposta pedagógica de Educação Ambiental na região. Envolvendo os municípios de Afogados da Ingazeira, Calumbi, Carnaíba, São José do Egito, Santa Cruz da Baixa Verde, Tabira e Triunfo. Envolvendo agricultores/as experimentadores/as e contribuindo na discussão sobre Educação Ambiental na região como instrumento de desenvolvimento, de cidadania e garantia de direitos. O projeto é realizado pelo Centro Sabiá, em parceria com organizações locais, e apoiado pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC).